Deus na Pessoa do Espírito Santo: Palavra que vivifica ! Salmos 119.49

domingo, 30 de dezembro de 2018

Panelinhas ?




Por André de Oliveira

Somos seres sociais, necessitamos do convívio em grupo. A formação de um grupo se dá pelas afinidades, gostos, idade, condições socioeconômicas, enfim, pelo compartilhamento de algo em comum. Na igreja, como um agrupamento de pessoas, nada mais normal que haja grupos, mas o problema está quando grupos demasiadamente coesos "panelinhas" criam condições para exclusão de outros irmãos.

As panelinhas não abrem espaço aos novos, o que me faz remeter ao autor Norbert Elias, em seu livro "Os estabelecidos e os Outsiders" que mostra claramente essa problemática, em seu livro uma comunidade de estabelecidos (moradores há gerações na localidade) estigmatizam um grupo de Outsiders (recentes moradores). Elias concentra esforços em compreender a psicologia desses atores sociais. Pois bem, abrindo mão do sociólogo e rumando para nosso maior referencial, Jesus Cristo, que resumiu todos os mandamentos em um só "Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.” (Jo 13:34). Nesse versículo, Jesus deixa claro a importância do amor, tarefa difícil, mas fundamental na peregrinação do cristão, buscar à cada dia um amor sublime por seus semelhantes, da mesma forma entre irmãos, na igreja, onde devemos ser um só corpo, unidos, amando nosso irmão, como Cristo nos amou.

Como cristãos devemos fugir das panelinhas, não criar barreiras aos novos, pelo contrário, acolher os novos irmãos, para que não sejam acolhidos pelo mundo, na igreja, embora todos tenham suas particularidades e diferenças, devemos pensar como uma unidade, como Paulo exorta aos Gálatas: "Não pode haver judeu nem grego; escravo nem liberto; nem homem nem mulher, porque todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gal 3:28). Quão doloroso é vermos jovens cristãos fracos, sem vontade alguma de congregar, porque são rejeitados pelas panelinhas.

Também acerca das consequências das panelinhas, está a condenação das pessoas não cristãs, quantos que vão visitar uma nova igreja e não são bem recebidos, entristecem e nunca mais voltam? Tamanha é a responsabilidade de criar na igreja um ambiente afetuoso, receptivo e que sobre amor.

Que não haja divisões dentro de nossas igrejas como houve na Igreja de Corinto, aos quais Paulo exorta: "Irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo suplico a todos vocês que concordem uns com os outros no que falam, para que não haja divisões entre vocês; antes, que todos estejam unidos num só pensamento e num só parecer." (1 Cor 1:10), mais adiante (1 Cor 3:1-3), Paulo refere-se aos Coríntios como carnais e crianças espiritualmente.

Não sou utópico em pensar que abriremos mãos de nossos gostos, particularidades e teremos uma afinidade da mesma forma com todos à nossa volta, até mesmo os apóstolos Pedro, Tiago e João, possuíam afinidades entre si, os três eram pescadores, cresceram no mesmo meio social, tinham a mesma linguagem, cultura, mas isso não os deu direito de excluírem os demais apóstolos, Jesus tinha uma relação igual com todos, mesmo cada um possuindo uma identidade distinta

Por fim, pensemos, será que Jesus aprovaria a divisão da igreja em pequenos grupos que segrega, exclui e menospreza àqueles que não são aceitos? Devemos fazer parte de uma igreja, ter comunhão entre os irmãos, não só porque é uma exigência das Escrituras, mas porque lá louvaremos a Deus, e isso é o mais importante de tudo, mas quão bom é um igreja que nos faz sentir felizes e amados...

Em relação aos "rejeitados" pelas panelinhas, buscai conforto em Cristo, que com certeza os aliviará, não olhemos para o que já foi, mas prossigamos para o alvo, mantendo-nos firmes até o dia em que dormiremos e ouviremos o soar da trombeta, e viveremos com Cristo eternamente em seu Reino de Glória.

Ainda, cabe a todos nós orarmos a Deus e pedirmos maturidade para aceitarmos nosso irmão, tratar um ao outro com amor e que possamos seguir o ensinamento de Jesus: "Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (Jo 13:35).

Sobre o autor: André de Oliveira é cristão bereiano, mestre em Agronomia, membro da CCB e ilustre colaborador adjunto do blog Teologando

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Resposta...


  • A MAIS IMPORTANTE PERGUNTA DA VIDA: Quando saber se estamos enganados em nossa fé? Resposta: Se de alguma maneira dependemos de nossos próprios esforços para nos sentirmos confiantes em nossa caminhada cristã. Não esqueçamos que a mesma graça que nos salva é mais do que suficiente para nos sustentar. Corremos sérios riscos de sermos reprovados pelo Senhor no Dia do Juízo Final se em nossa jornada de crente carregarmos no coração a soberba de pensar que dependemos de esforços pessoais para sermos merecedores da salvação que só Cristo pode nos dar.
  • By Eliseu Antônio Gomes

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

tempos modernos (?) 1Tim.4

1 Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios,   
2 pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada,   
3 proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade;   
4 pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças;   
5 porque pela palavra de Deus e pela oração são santificadas.   
6 Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, nutrido pelas palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido;   
7 mas rejeita as fábulas profanas e de velhas. Exercita-te a ti mesmo na piedade.   
8 Pois o exercício corporal para pouco aproveita, mas a piedade para tudo é proveitosa, visto que tem a promessa da vida presente e da que há de vir.   
9 Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação.   
10 Pois para isto é que trabalhamos e lutamos, porque temos posto a nossa esperança no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, especialmente dos que crêem.   
11 Manda estas coisas e ensina-as.   
12 Ninguém despreze a tua mocidade, mas sê um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé, na pureza.   
13 até que eu vá, aplica-te à leitura, à exortação, e ao ensino.   
14 Não negligencies o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbítero.   
15 Ocupa-te destas coisas, dedica-te inteiramente a elas, para que o teu progresso seja manifesto a todos.   
16 Tem cuidado de ti mesmo e do teu ensino; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Reforma -. Refletindo...

O QUE PENSO SOBRE SER REFORMADO?(sem ser exaustivo).
1. Em primeiro lugar, ser reformado é ser crente (fide) em Cristo (Christus), salvo pela graça (gratia), amante das Escrituras (Scriptura) e viver de maneira que agrade a Deus (Deo Gloria).
2. Segundo, é entender bem na Escritura a diferença entre Lei e Graça a ponto de não descartar a Lei, mas viver pela Graça, sem legalismo.
3. É não confundir a Reforma Protestante com uma mera tradição humana e mais uma forma de religiosidade no grande shopping center das religiões.
4. É não identificar o que a Escritura ensina com usos e costumes de uma época ou uma geração; mas, ao amar o que nos foi ensinado por nossos pais, não cultuar o seu modo vida naquilo que se confundiu com a cultura do seu tempo.
5. Ser reformado é amar a Igreja na manifestação da sua própria geração a ponto de lutar por ela e contra ela a fim de cooperar na obra de Cristo, de apresentá-la diante de Deus sem mancha, ruga ou mácula.
6. É ser livre para a adoração a Deus dentro daquilo que a Escritura prescreve, sem rejeitar a tradição por conta de um espírito moderno e, ao mesmo tempo, não abraçar a tradição por conta do meu espírito tradicionalista.
7. É amar a Missio Dei e entender que dela procede toda a missão do povo de Deus, sem abraçar um conceito reducionista de missões e sem abandonar a missão em nome da conveniência.
8. Ser reformado é amar a vida na terra, amar o céu e amar a vida no novo Céu e na nova terra. Ser reformado bíblico exige de mim uma esperança que vai além do horizonte humano e se encrava na eternidade presente e futura.
9. Ser reformado é ter uma convicção bíblica tal, que me confundo com a Reforma, de modo que não preciso falar que sou reformado todos os dias, em todos os lugares e em todos os meu pronunciamentos. Aliás, aprendi de um grande professor que posso ensinar toda doutrina reformada sem jamais me referir a ela, porque ela não é distinta da doutrina bíblica.
Por fim, vou celebrar esta identidade, esta história, esta bênção, amando a Deus e amando ao próximo.
Me diga que agora você es esse tipo de REFORMADOR?
- por Mauro Meister